Mariana Figueiredo
Coordenadora Geral
Mora no centro histórico há doze anos. Conhece cada rua pelo nome e sabe em qual lua cheia qual delas recebe água da maré.
Quem somos
Uma equipe pequena, com conhecimento direto do centro histórico, que trabalha para que cada estadia em casa colonial seja bem preparada.
← InícioNossa história
A Coralina começou a tomar forma quando percebemos que muitos visitantes chegavam a Paraty com expectativas formadas por fotos, e encontravam realidades que ninguém havia descrito com honestidade: a rua que alaga na lua cheia de março, o quarto dos fundos que esquenta no começo da tarde, a porta que não abre sem jeito.
Não que fossem problemas — eram apenas características de casas de duzentos anos, construídas com outra lógica, em outra época. Quem entende isso chega preparado e aprecia. Quem não entende chega surpreso e fica na defensiva.
Por isso organizamos o trabalho em três frentes: antes, para selecionar e descrever bem; durante, para coordenar a estadia sem atropelos; e ao longo de temporadas inteiras, para cuidar das casas com o respeito que o patrimônio pede.
O nome Coralina é uma homenagem a Cora Coralina, a poetisa goiana que viveu em uma casa histórica às margens do Rio Vermelho por décadas e fez desse espaço parte da sua identidade. Achamos que a ideia de habitar com atenção e afeto o que foi construído antes de nós cabia bem no que fazemos.
Nossa missão
Descrevemos cada casa com precisão — o que funciona bem, onde pede paciência, o que esperar do bairro em cada estação.
Coordenamos reserva, limpeza, abastecimento e recepção. Permanecemos acessíveis sem ser intrusivos.
Cuidamos de edifícios protegidos com rotinas adequadas ao tecido antigo — ventilação, umidade, madeira e jardim.
Equipe
Uma equipe enxuta com conhecimento direto de Paraty — das casas, das ruas e dos ciclos da cidade.
Coordenadora Geral
Mora no centro histórico há doze anos. Conhece cada rua pelo nome e sabe em qual lua cheia qual delas recebe água da maré.
Operações e Manutenção
Trabalha com conservação de edificações históricas há oito anos. Cuida das rotinas de ventilação, umidade e articulação com ofícios especializados.
Relações e Relatórios
Responsável pelos relatórios de seleção de casas e pelo contato com hóspedes. Formada em turismo com especialização em patrimônio cultural.
Como trabalhamos
Edifícios tombados pedem protocolos distintos dos imóveis convencionais. Seguimos rotinas que respeitam os materiais originais e as exigências dos órgãos de preservação.
Para estadias por temporada, produzimos relatórios trimestrais com registro fotográfico do estado da construção, jardim e instalações.
Usamos produtos e técnicas adequados a pisos de pedra, azulejos antigos, madeiras envelhecidas e argamassas originais — sem abrasivos ou químicos agressivos.
Paraty tem alta umidade relativa do ar. Mantemos rotinas de ventilação regulares e verificamos sinais de infiltração antes que se tornem problemas maiores.
Qualquer intervenção que afete elementos protegidos é previamente consultada com o IPHAN ou com a Secretaria de Patrimônio do município, conforme o caso.
Nenhum serviço de manutenção ou reparo é iniciado sem aprovação prévia do responsável pelo imóvel. Apresentamos orçamentos detalhados de ofícios especializados.
Dados dos hóspedes e dos proprietários são tratados com cuidado e não são compartilhados com terceiros. Nossa Política de Privacidade detalha cada ponto.
Paraty e o patrimônio colonial
O Centro Histórico de Paraty foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2019, junto com a Mata Atlântica que o rodeia. Esse reconhecimento consolida décadas de esforço para preservar um conjunto urbano colonial praticamente intacto — ruas de pedra-de-rio, casarões brancos com molduras coloridas, igrejas do século XVIII e um porto que ainda funciona com embarcações de madeira.
Morar ou passar uma temporada nesse espaço é diferente de qualquer outra experiência de hospedagem. As casas têm espessura e peso. Os tetos têm altura. As janelas têm venezianas que abrem para dentro. Há degraus onde não se espera e passagens que surpreendem. O ruído das praças chega com clareza nas noites de festival, e o silêncio dos dias úteis é total.
A Coralina existe para que quem chega entenda tudo isso antes de abrir a porta. Não para desencorajar — muito pelo contrário. Para que a chegada seja o início de algo bem recebido, e não uma série de ajustes a expectativas mal calibradas.
Trabalhamos com um número pequeno de casas e um número igualmente pequeno de hóspedes e proprietários. Esse ritmo é uma escolha. Permite atenção, e atenção é o que o trabalho com casas históricas pede.
Próximo passo
Entre em contato com datas e preferências. A equipe responde com as opções disponíveis e o que cada uma envolve.